sexta-feira

Lista de inscritos do RALLY TARGA SERRA DA FREITA

O Targa Clube vai levar de novo para a Serra da Freita no Concelho de Arouca a emoção dos ralis, e será já no próximo dia 7 de Maio que terá lugar o RALI TARGA – SERRA da FREITA, evento pontuável para o Campeonato OPEN de Ralis, Campeonato de Portugal Júnior Ralis, Campeonato Regional Ralis Norte (VSH) e Troféu Nacional de Clássicos - Ralis. Deixamos aqui a Lista de Inscritos.


Lista de Inscritos

Daniel Nunes radiante com o Serras de Fafe

A equipa de Sintra Daniel Nunes e Carlos Ramiro continua em destaque esta época, depois de mais uma brilhante prestação no Rallye Serras de Fafe, prova do Campeonato de Portugal Ralis e da Taça de Portugal de Ralis.
Alinhando na prova apenas para rodar e se divertir Daniel Nunes foi mesmo uma das boas surpresas da prova em pisos de terra. Mesmo contando apenas com um Citroen Saxo, o piloto impôs um andamento surpreendente que o levou a intrometer-se sempre na luta pela vitória na Taça de Portugal, além de registar alguns tempos algo surpreendentes no pelotão do CPR com carros muito superiores.
Com uma condução espectacular, a dupla terminou o primeiro dia na segunda posição, com vontade de no Domingo tentar chegar ao primeiro lugar. Contudo na primeira passagem pela Lameirinha numa zona onde o piso estava muito enlameado, o piloto não evitou uma ligeira saída, ficando o Citroen pousado na berma da estrada. A dupla conseguiu voltar à estrada, mas perdeu mais de 11 minutos e assim a possibilidade de vencer a prova, numa altura onde o líder da prova tinha já sido obrigado a desistir. Com isto desceram a 7º, ainda assim um excelente resultado.
“Foi uma excelente prova. Gostei muito da experiência, os troços são do melhor e diverti-me ao máximo. Só o facto de fazer o dobro dos quilómetros que fazemos numa prova do Open foi uma experiência muito gratificante. Foi pena os 10 minutos perdidos na saída e também o tempo que perdemos em alguns troços onde o carro falhava bastante, pois poderíamos ter saído daqui como vencedores. Apesar disso o balanço é excelente”, concluiu o piloto de Sintra

Bom teste para Gil Antunes

A cidade de Fafe foi palco no passado sábado e Domingo de mais uma ronda do Campeonato de Portugal de Ralis e da Taça de Portugal de Ralis, em mais uma edição do Rallye Serras de Fafe.
A prova em pisos de terras foi um teste muito produtivo para o piloto de Sintra, Gil Antunes, que assim efectuou a sua primeira prova em pisos de terras com este Peugeot 206 Gti.
Desta feita o piloto da equipa da SFR Motorsport fez equipa com a co-piloto Sandra Ramos que fez nesta prova a sua estreia também nos Peugeot.
Mesmo não rodando no seu máximo a dupla registou bons tempos nos troços, isto apesar de estarem com alguns problemas no 206 Gti, que na assistência foram resolvidos. Nas segundas passagens pelos troços cronometrados voltaram a deparar-se com um furo no radiador, que apesar de rodarem num ritmo calmo para tentarem chegar à assistência, viriam a ser mesmo obrigados a desistir pois já na ligação para a assistência o motor acabou por ceder.
Como nos refere o piloto “foi um teste muito produtivo, que deu para ter mais umas boas noções do carro neste tipo de piso. Conseguimos fazer bons tempos, mas desta feita não tivemos sorte e fomos obrigados a desistir. Contudo gostei muito de fazer o rali, a Sandra fez um excelente trabalho e deu para nos divertir muito nos troços, pois o rali em termos de condução é excelente.
Ainda antes do Rali Oliveira do Hospital penso que iremos rodar mais alguns quilómetros com o carro, pois pretendemos na prova em pisos de terra estar num bom nível para continuar a lutar pelos lugares do pódio”.
Gil Antunes rodou durante toda a prova nos lugares da frente, estando na quarta posição da geral da Taça de Portugal de Ralis, após a quarta especial onde foram obrigados a desistir já na ligação para a última especial do dia. De salientar ainda que esta prova foi bastante madrasta para todos os 206 Gti de Troféu que alinharam na prova, acabando todos por desistir, sendo a dupla de Sintra os mais rápidos e também os que mais resistiram à dura prova.

Luís Mota obrigado a desistir quando liderava

A equipa Competisport esteve no passado fim-de-semana em Fafe na segunda prova pontuável para a Taça de Portugal de Ralis, com mais uma edição do Rali Serras de Fafe.
Com o intuito de testar o Mitsubishi EVO VI, a equipa cedo se destacou na competição, pois venceram a segunda especial e com isso assumiram a liderança da prova.
Nos troços seguintes a dupla continuou com o seu ritmo, contado com um Mitsubishi que se mostrou bastante competitivo, terminando o primeiro dia de prova com 10,1 segundos de vantagem para o segundo classificado e mais de 2 minutos para o terceiro.
No domingo voltaram a vencer a primeira especial, mas na PEC seguinte, a primeira passagem por Lameirinha, uma transmissão do EVO cedeu e a dupla foi obrigada a terminar por ali a sua prova.
Apesar da desistência, Luís Mota e Alexandre Ramos fizeram um bom teste, comprovando a competitividade do seu Mitsubishi que ao que tudo indica será a máquina a apostar para a fase de terra do Open de Ralis.

quinta-feira

VW deu-se a conhecer ao WRC

O Rali da Sardenha além de servir de palco para mais uma prova pontuável para o WRC, serve tembém para a apresentação do tão esperado projecto da VW para o WRC em 2013.
A escolha do modelo recaiu sobre o Polo, ficando no mesmo patamar com os futuros principais adversários, deixando de fora os outros modelos que se falavam pelos bastidores e imprensa como o Scirocco e o novo Beetle.
Quanto aos pilotos escolhidos pela a equipa, nada foi dito, ficando apenas os boatos de possiveis futuros pilotos da marca germânica como Nasser Al-Attiyah, Petter Solberg ou ainda Juha Hanninen.














Mais fotos em: Volkwagen Motorsport

Fonte: RallyMania por João Pedro Sousa

Rali Sprint Vila Nova de Cerveira - INFORMAÇÕES

No próximo dia 8 de Maio pelas 14H30, o Motor Clube de Guimarães e a Câmara Municipal de V. N. de Cerveira, organizarão pela primeira vez o Rali Sprint – V. N. de Cerveira, que utilizará para o efeito, o traçado utilizado pela última Rampa de Cerveira, situado na EM 516 entre as povoações de Covas e Sopo.
Este rali sprint será disputado numa única especial com 3,4 km, sendo a mesma percorrida por três vezes sendo que serão criados várias zonas de espectáculo (ZE), para a colocação dos espectadores ao longo do traçado.
Serão admitidas todas as viaturas que estejam de acordo com as especificações para os Campeonatos ou Troféus Nacionais de Ralis, Velocidade ou Ralicross. As viaturas, serão divididas nas mesmas classes de acordo com o campeonato onde se encontram inseridas.
O Rali Sprint será realizado num local com todas as condições de segurança. Deixamos aqui todas as informações.

Lista de Inscritos ProvisóriaActualizada a 5 de Maio ás 20:30
Zonas Espetáculo

Percurso em Video por + Rallys - Futebol


quarta-feira

3ª Galeria Fotográfica Rali Serras de Fafe 2011




Veja a restante galeria de Marcos Rodrigues AQUI.

A.Maia Sport quer pôr fim aos azares

Este fim de semana realiza-se a 5ª prova do Campeonato Open de Ralis, o Rali do Targa/Serra da Freita, na região de Arouca.
A equipa poveira A.MaiaSport, estará mais uma vez presente na tentativa de por um ponto final nos azares das últimas provas.
Manuel Martins em Peugeot 206 Gti e Júlio Maia no Peugeot 206 S1600, acompanhados respectivamente por Rui Vilaça e Alexandre Rodrigues, esperam fazer uma prova com zero percalços e se possível alcançar um bom lugar final.
O jovem piloto, vai “tentar fazer uma boa prova esperando que os problemas estejam totalmente resolvidos. Não nos foi possível testar antes da prova, mas ao que tudo indica os problemas de caixa e de motor sentidos na última prova estão resolvidos, restando-me tentar fazer um bom rali. Este é um Rali novo para todos com um esquema de troços que me deixam algumas dúvidas relativamente á sua complexidade em tempo e percurso, pois se houver um problema na primeira classificativa a segunda, pode ficar automaticamente estragada, mas vamos ver como tudo se vai desenrolar” comentou Manuel Martins.
Júlio Maia acompanhado por Alexandre Rodrigues tentam mais uma vez aproveitar o potencial do 206 S1600. ”Nas últimas provas não temos estado bem e o carro tem dado alguns pequenos problemas o que nos tem impossibilitado de fazer poucos quilómetros com ele. Esta prova serve para isso mesmo, já que resolvemos os problemas das provas anteriores e se o S. Pedro ajudar podemos aproveitar as potencialidades do carro francês. É uma prova nova, rápida e com algumas “ratoeiras” pelo que temos de ter algumas cautelas para não hipotecar o resultado final” finalizou o piloto.
A prova realiza-se no dia de sábado, com as verificações a ter lugar durante a manha, saindo a prova para a estrada ás 14h realizando depois 4 especiais, para terminar já ao final da tarde pelas 19h30.
Não poderíamos deixar de agradecer o apoio de todas as empresas a nós associadas onde destacamos a Liqui Moly, Câmara Municipal da Povoa de Varzim, Crédito Agrícola, A.Maia Lda, Wacker Neuson, NorteShopping, AutoCosta, Povoacar, Ernesto Clemente – Shoes, AutoPinheiro, Vietauto, SBL – Componentes Auto Gruzim e Emdipra.

Parkalgar Portimão Racing Team com próxima ronda em ‘casa’

Depois da vitória na classe GT4 na ronda inaugural, a Parkalgar Portimão Racing Team com a dupla José Monroy/Francisco Guedes prepara-se para a segunda prova do Campeonado de Portugal de GT que decorre este fim-de-semana, 7 e 8 de Maio, no Autódromo Internacional do Algarve.
A correr em ‘casa’ os objectivos passam uma vez mais, por vencer a categoria e alcançar o melhor resultado possível à geral: “Não voltámos a rodar com o carro desde a última prova no Estoril, mas a correr no Algarve, a motivação é ainda maior. Toda a equipa está optimista e confiante. Queremos amealhar o maior número de pontos possível e ganhar ainda mais confiança com o Ferrari”, explicou José Monroy que lidera a tabela classificativa na categoria GT4.
A corrida deste fim-de-semana do Campeonato de Portugal de GT encontra-se inserida no evento FIA GT1 World Championship.

Programa da Prova:
Sexta, 7 de Maio
9h – 9.20h – Treinos Livres 1
12.55 – 13.15 – Treinos Livres 2
17.45h – 18.20h – Qualificação
Sábado, 7 de Maio
12.45h – 13.35h – Corrida 1
Domingo, 8 de Maio
17h – 17.50h – Corrida 2

terça-feira

2ª Galeria Fotográfica Rali Serras de Fafe 2011




Consulte a restante galeria de Marcos Rodrigues no seguinte LINK.

Jovem Famalicense foi o melhor piloto virtual na 1º ronda do GT Academy 2011.

Tem 26 anos, chama-se Raul Pereira e foi o melhor Português na 1º fase de apuramento para o Gt Academy 2011. O Gt Academy é uma competição levada a cabo pela Sony/Nissan que tem como base o jogo de simulação Gran Turismo 5 para a realização do contra-relógio. Este ano a competição organizada pela Sony e pela Nissan levou a cabo uma competição por regiões, sendo que Portugal e Espanha estavam a competir para o apuramento da final Ibérica. Países como França/Suíça, Alemanha /Áustria, Reino Unido e Itália são também participantes desta competição que tem como objectivo trazer um piloto do virtual para o real. O conceito desta competição tem tido muitos adeptos e a adesão á competição é enorme sendo o número de participantes acima dos 25.000 por região.
Nesta primeira fase de selecção, apenas os vinte melhores de cada região vão á final territorial. Os dois vencedores dessa final vão juntar-se aos restantes dois finalistas de cada região para passarem então aos testes reais levados a cabo pela Nissan em Inglaterra no circuito de Silverstone.
“Foi uma competição muito difícil e dura, exigiu muito de mim e muitas horas com o volante na mão! Os Franceses/Suíços e os Espanhóis/Portugueses, foram os países mais competitivos da Europa com a diferença de tempos entre os vinte primeiros a ser inferior a 0:00.600. Mas é com enorme prazer que consegui o meu 1º objectivo que era alcançar o top 20, e ver o meu nick (racing4jsus) na tabela dos melhores foi uma alegria. Fui o único Português no meio de dezanove Espanhóis que alcancei o apuramento através do contra-relógio e isso deixa-me muito satisfeito. Vou dar o meu melhor como até aqui e estarei na final para lutar pelo meu objectivo que é ter um lugar em Silverstone. ”
O piloto esteve presente também na final Portuguesa da edição de 2010 e vai agora tentar novamente a sua sorte para se tornar num piloto a sério, desta vez numa final Ibérica. Poderá aceder á classificação final da 1º fase de apuramento da competição através da internet neste LINK.

Armindo Araújo pronto para a estreia do MINI WRC

Armindo Araújo e Miguel Ramalho realizaram ontem, segunda-feira, o primeiro teste no seu MINI já totalmente equipado com as especificações WRC e após algumas dezenas de quilómetros, realizados durante o «Monday Test», os bicampeões do Mundo de Ralis Produção estão motivados para dar inicio a este novo e aliciante desafio. Depois das excelentes indicações deixadas no Rali de Portugal, com o MINI ainda na versão S2000, a dupla portuguesa encara a prova italiana com optimismo mas despreocupada com o resultado que possa vir a obter.
"Tal como no Rali de Portugal, não estamos preocupados com o resultado pois, nesta fase, o que verdadeiramente importa é subir um degrau de cada vez até chegarmos aos objectivos que traçamos quando entramos neste projecto. Vamos competir pela primeira vez com o MINI na versão WRC e há naturalmente que fazer uma readaptação à máquina. Estamos confiantes que o faremos progressivamente pois determinação é coisa que não falta no seio da equipa", começa por dizer Armindo Araújo
Num rali muito exigente para as mecânicas dos carros, o piloto de Santo Tirso não espera por isso facilidades.
"Este rali não permite grandes excessos e por isso temos que ter muitas cautelas. Logicamente que vamos procurar andar o melhor possível mas cientes que a dureza das especiais pode trazer algum problema natural de juventude no MINI. Esta prova será a primeira que disputaremos em conjunto com a equipa oficial e isso é também um grande motivo de alento", confessa o piloto apoiado pela MINI, TMN, GALP, MCA, Lusitania e Turismo de Portugal.
O Rali de Sardenha, que terá à partida 20 viaturas WRC, será composto por 18 Provas Especiais, com inicio agendado para a próxima sexta-feira, 6 de Maio, num total de 339,7 km cronometrados.

Rali da Sardenha é o próximo desafio

Bernardo Sousa e António Costa não dispuseram de muito tempo para saborear a recente vitória no rali da Jordânia, estando já a postos para disputar a sua segunda prova desta época no S-WRC, o Rally d’Italia Sardegna, que começa já na próxima Quinta-feira e terminará Domingo, integrando o calendário do Campeonato do Mundo FIA de Ralis.

 Não será a primeira vez na Sardenha para Bernardo Sousa pois já em 2009 participou, sendo que não alcançou o final do rali, tendo sido afectado por imensos problemas mecânicos durante todo o evento que acabaram por inviabilizar qualquer resultado, utilizando na altura um Fiat Punto S2000 muito pouco colaborante.
Contudo, apenas uma pequena parte do rali deste ano será comum à edição de 2009, e a equipa neste momento prepara-se para a importante missão de reconhecer o percurso, tendo já rodado esta Segunda-feira com o Ford Fiesta S2000 com que disputam o campeonato deste ano.
Para Bernardo Sousa “…é tempo de não pensar na vitória que obtivemos na Jordânia, e de centrar a atenção apenas no rali da Sardenha, pois tenho consciência de que os objectivos se renovam em cada rali. Tenho de me manter o mais concentrado possível, sabendo que é imperativo pontuar em todas as sete provas que vamos realizar no S-WRC este ano para podermos sonhar com o pódio no final do Campeonato.”
“Não tenho qualquer pretensão à vitória, esta é uma prova em terra, igualmente muito dura, e onde a gestão do andamento para poupar a mecânica tem uma importância enorme, pois só se pontua chegando ao fim do rali, e quero consolidar a nossa posição no S-WRC, até porque, a Sardenha é um rali que foi nomeado para pontuar por todos os candidatos do campeonato deste ano, portanto, o delinear do sucesso para o resto da época vai seguramente passar por fazer aqui um bom resultado, e não vou arriscar em demasia.”

“Já andei com o carro e procuramos o melhor compromisso nas afinações, para o terreno que vamos encontrar, estou muito confiante para o rali, do qual gostei bastante quando cá estive há dois anos.”

Bernardo Sousa ocupa neste momento a segunda posição no Campeonato, com 25 pontos, os mesmos que o checo Martin Prokop, e está a 5 pontos do actual líder, o estónio Karl Kruuda, mas o piloto madeirense beneficia do facto de ter disputado apenas uma prova até ao momento, podendo pontuar ainda em mais seis eventos, ao contrário de Kruuda que lidera mas já com duas pontuações e terá apenas mais cinco eventos onde marcar pontos até ao final.
O rali desenrola-se na belíssima região autónoma da Sardenha, uma ilha italiana que já por várias vezes recebeu a caravana do Mundial de Ralis, e terá uma partida simbólica na localidade de Olbia, que será igualmente, a base operacional do evento, sendo que pela primeira vez serão utilizadas classificativas na região Oeste da ilha, na província de Oristano, sendo essa uma das novidades para 2011 na Sardenha, um rali conhecido pelas suas estradas estreitas e muito técnicas, com zonas muito rápidas, mas devidamente intercaladas pelos sempre espectaculares saltos e passagens por cursos de água.

Sirgados & Sirgados Competições superou adversidades

Apostada em iniciar da melhor forma a temporada, a equipa Sirgado & Sirgados Competições enfrentou vários contratempos, que apesar de terem condicionado a prestação, não foram impedimento para os bons resultados, tanto de Rui Sirgado, como de Cátia Sirgado, no Ralicross de Montalegre, disputado ontem.
Rui Sirgado deveria tripular o Peugeot 306 T16, com o qual irá fazer todo o Campeonato de Portugal de Ralicross, no entanto o motor do carro francês voltou a dar problemas, não restando outra opção, senão a de recorrer ao aluguer de um Mitsubishi Lancer Evolution Vi.
O piloto tomarense fala acerca de toda a corrida, “os treinos cronometrados começaram de forma atribulada, com uma transmissão partida minutos antes dos mesmos, um problema que foi prontamente resolvido pelos técnicos da formação. Contudo o carro voltou a acusar problemas, desta vez o tubo do intercooler a saltar.” Nas mangas de qualificação o carro continuaria a não colaborar, restando a perícia do piloto para contornar a questão, “um bom arranque na primeira manga permitiu-me chegar à liderança da corrida, mas o carro revelou-se bastante instável a quando das travagens, e não evitei um pião.” O piloto viria a terminar no terceiro lugar na manga inicial, ficando em segundo na manga seguinte. Na última ronda de qualificação a equipa optou por não alinhar, pois o motor já mostrava sinal de cansaço.
Na final Rui Sirgado ainda esteve na discussão do primeiro lugar, contudo: “quando fui à joker lap voltei a fazer um pião, não conseguindo segurar o carro. Continuei e alcancei o Joaquim Santos e o Pedro Matos. Aproveitando um deslize do Joaquim Santos, para chegar ao segundo posto final.”

O jovem piloto faz um balanço do fim-de-semana: “Estou contente com a corrida que fiz, apesar de todos os problemas, eu e toda a equipa estivemos à altura e consegui mostrar que consigo ser rápido independentemente das condições. É muito bom estarmos na luta pela vitória e vamos fazer o nosso melhor para chegarmos ao título no final da época. Quero deixar um agradecimento especial ao Jorge Rodrigues por me ter emprestado de pronto o carro, e a toda a minha equipa pelo trabalho realizado”
Positiva também foi a prestação de Cátia Sirgado, apesar de ter desistido numa das mangas de qualificação, quando o capot se abriu. Na final, “arranquei da 5ª posição, voltando a fazer um excelente arranque, mas a meio da recta falhei uma passagem de caixa e perdi algumas posições. Fui à joker lap e regressei à pista, ocupando o quarto lugar. Na fase final da corrida subi ao terceiro posto devido à desistência do João Sousa” – refere a jovem piloto, que acrescenta: “estou muito contente com a minha prestação, pois acho que a cada manga que passava estava cada vez mais confiante e a rodar com mais velocidade. O terceiro lugar na Divisão 2 e a vitória na minha classe são um incentivo enorme para mim, para a equipa e para os patrocinadores, a quem agradeço.”
A equipa agradece o apoio de: Sirgado & Sirgados Competições, Eni, Lacoviana, Ouripeças, Bompiso e Uniturbo.”

segunda-feira

Vídeo do Rali Serras de Fafe 2011 - RallyMania




joaopedrosousaprod

2 de Maio ... Um dia negro para os Ralis

O mês de Maio foi sem duvida dos meses mais fatídicos de sempre nos desportos motorizados. Depois de ontem termos registado que a morte de Ayrton Senna havia sido há 17 anos, hoje é tempo de relembrar Henri Toivonen e o seu navegador Sérgio Cresto, e Attilio Bettega, todos falecidos no Tour de Corse
O dia 2 de Maio marca os ralis para sempre pela negativa, pois no mesmo dia e com diferença de apenas um ano, e no mesmo rali, viria a falecer, primeiro Attilio Bettega e no ano seguinte, uma lenda dos ralis ... Henri Toivonen .... faz hoje 25 anos.
A temporada de 1985 parecia ser um ano difícil. Enquanto o novo modelo, o Delta S4, não estava pronto, a equipa oficial Martini Lancia estava “condenada” a usar os 037, que não tinham ritmo para acompanhar as equipas da frente. Nessa época, além do programa mundial, Bettega iria disputar as principais provas do Europeu de Ralis, aonde a Lancia ainda mantinha uma quase incontestada supremacia, ao volante da equipa Tre Gazelle-West, acompanhado do italiano Sergio Cresto, que já tinha sido seu co-piloto na Córsega e na Acrópole na temporada anterior.
A época começou mal, com uma sucessão de abandonos e, de regresso à ilha de Napoleão, Bettega pretendia inverter a malapata e estava a lutar pela vitória, ocupando o quarto posto à entrada da especial Zérubia-Santa Giulia, no Sudeste da Córsega, perto de Aullène. Pouco depois da partida do troço cronometrado, Bettega perdeu o controlo á saída de uma direita rápida, a cerca de 150 Km/h. O Lancia deslizou para a esquerda, bateu num poste e caiu numa ravina com cerca de 2,5 metros de profundidade, colidindo violentamente com uma árvore entre o tejadilho e o pára-brisas do lado direito do carro.
O impacto provocou morte instantânea a Attilio Bettega. O seu co-piloto, Maurizio Perissinot escapou incólume e subiu rapidamente para a estrada, de forma a alertar os outros pilotos do acidente. Biasion, Béguin e Chatriot pararam imediatamente as suas viaturas e a organização anulou a especial de imediato. A ambulância chegou ao local 20 minutos depois, mas os médicos nada mais poderiam fazer que constatar a morte do italiano.
A equipa oficial da Lancia retirou imediatamente Markku Alén em sinal de luto, enquanto Miki Biasion, ao volante de um Lancia semi-oficial da Jolly Club abandonou após a sexta especial, pois não se sentia em condições de continuar. Quando a notícia da morte foi tornada pública, a equipa Tre Gazelle-West retirou os seus carros do Rally Zlatni Piassatzi, na Bulgária, aonde se disputava mais uma ronda do Europeu de Ralis.
Por ironia do destino, um ano depois, Henri Toivonen e Sérgio Cresto (que também tinha acompanhado Bettega) morreriam carbonizados após um acidente semelhante na prova corsa, ao volante do Lancia Delta S4.
Henri Toivonen nascido em Jyväskylä, na Finlândia, recebeu inspiração do seu pai, Pauli Toivonen, Campeão Europeu de Ralis em 1968 tendo ganho provas como o Monte-Carlo, 1000 Lagos ou Acrópole. Henri Toivonen aprendeu a conduzir aos 5 anos e apesar das suas ligações aos ralis, iniciou a carreira nos karts, conseguindo alguns títulos, mas acabou por não resisitir à sua paixão que eram os ralis e por isso dedicou-se a tempo inteiro aos ralis. O seu kart foi vendido aos pais de um rapaz de 6 anos chamado Mika Häkkinen, que curisosamente se viria a sagrar Campeão Mundial de F1 por duas vezes.
Toivonen estreou-se no WRC com 19 anos, na prova do seu país onde viria a desistir ao volante de um Simca Rallye 2, tendo a seu lado Antero Lindquist. Era um dos mais espectaculares pilotos de todo o mundo e deu um passo em frente na sua carreira quando entrou para a Talbot, mesmo à experiência. O seu problema era o estilo de condução demasiado exuberante que fazia com que os muitos acidentes não deixassem aparecer os resultados representativos do seu ritmo em prova e que fizeram com que trocasse de navegador por várias vezes. Numa altura em que ninguém esperava um Toivonen capaz de ganhar o RAC, eis que o rapaz de apenas 24 anos e 86 dias vence o rali com 4 minutos de avanço sobre Hannu Mikkola.
Toivonen tornava-se assim o mais jovem piloto de sempre a vencer um rali do WRC, um recorde que só viria a ser batido em 2008 por Jari-Matti Latvala. Em 1982 Toivonen entra na equipa da Opel fazendo equipa com Ari Vatanen, Walter Rohrl e Jimmy Mcrae mas tem dificuldades em adaptar-se ao Ascona 400. No ano seguinte passa a guiar o Manta 400 com mais sucesso mas com algumas desistências. Nesse mesmo ano faz o Rali San Marino ao volante de um Ferrari 308 GTB e ainda algumas provas de circuito.
Em 1984 esteve para ir para a Peugeot-Talbot mas acabou por ficar na Porsche no Campeonato Europeu de Ralis com a assistência da Prodrive, uma nova preparadora de David Richards. Nesse mesmo ano guiou um 037 pela Lancia em 3 ralis do WRC. Em 1985 com a Lancia, começa a temporada com um violento acidente no Rali Costa Esmeralda a contar para o europeu. Nesse mesmo ano Henri e Markku Alén perdem o seu companheiro de equipa Attilio Bettega, também ao volante de um Lancia 037, no Tour Course, faz hoje 26 anos. Depois de recuperar do acidente de início de temporada, Toivonen regressou com bons resultados mesmo que o 037 não favorecesse o seu estilo de condução e tivesse muito menos potência que o Peugeot ou o Audi.
Ainda nessa temporada, no último rali, o RAC, é estreado o Lancia S4 com o qual Henri Toivonen ganha a prova com Alen a secunda-lo com o mesmo carro. A temporada de 1986 começa com uma vitória expressiva de Toivonen no Rali de Monte-Carlo. O seu pai havia ganho aquela prova 20 anos antes, agora Henri estreava um novo navegador, Sergio Cresto. No Rali da Suécia desiste e no Rali de Portugal abandona a prova em prostesto pelas condições da prova, depois do acidente de Joaquim Santos que causou vítimas mortais. Em Portugal Henri aproveita para testar o S4 e numa volta ao Circuito do Estoril consegue uma marca que lhe permitiria obter um 6º lugar na grelha de partida do GP de Portugal em F1 desse ano.
Henri Toivonen estava claramente lançado para um título mundial, quem o poderia parar? No Tour de Corse, Henri estava doente com gripe mas insistiu em guiar, depois de não pontuar nos dois últimos ralis. Ele estava exausto e tomava um medicamento para a dor de garganta, era dificil manter o S4 em estrada, era demasiada potência para um rali como o Tour de Course. Mesmo assim, já liderava a prova com alguma vantagem mas no 18º troço não evitou uma saída de estrada numa curva sem protecção. O Lancia caiu numa ravina e embateu numa árvore que causou uma explosão da qual Henri e Sergio não conseguiram escapar. Poucas horas depois Jean-Marie Balestre e a FIA decidiram banir os Grupo B para a temporada seguinte. Mais tarde ficou provado que os Grupo B eram mais rápidos que os reflexos dos pilotos. Henri Toivonen é um dos pilotos de ralis mais conhecidos de sempre, para alguns é mesmo o melhor de sempre. É talvez a vitima mais visivel do Grupo B, que tinha tanto de espectacular como de perigoso...!
Curiosamente Tanto Bettega como Toivonen estavam inscritos com o número quatro, que nunca mais foi atribuído pela organização até 1996, quando Tommi Mäkinen o usou no seu Mitsubishi. Claro que o número não ditava sorte nem azar, mas ironicamente o finlandês viria a abandonar com o carro danificado, após atropelar uma vaca.
A todas as lendas dos desportos motorizados o nosso obrigado por todos os que inspiraram e continuam a inspirar… só as lendas o conseguem fazer depois da morte.

Fonte de Informação: Wikipedia; continental-circus.blogspot.com Redação: MestreJoaoNasCorridas

1ª Galeria Fotográfica Rali Serras de Fafe 2011






Veja mais fotos da autoria de Ana Figueiredo no seguinte LINK

Dupla vitoria para a ARC Sport

Vítor Lopes afirmou que ia a Fafe para vencer, e cumpriu a promessa. Dominador total dos acontecimentos do primeiro ao último troço, o triunfo adivinhava-se desde muito cedo pelo ritmo imposto ao Subaru Impreza que foi rei em terras minhotas, vencendo em sete dos nove troços cronometrados. Tanto Vítor Lopes como Hugo Magalhães, o navegador natural de Fafe, obtiveram a primeira vitória absoluta das suas carreiras.
“Foi uma vitória merecida. Entrámos confiantes e lutámos por ela. Este é um rali onde todos gostam de andar no máximo, e isso deu-nos um prazer especial. Vamos continuar a lutar prova a prova pelos nossos objectivos. O carro e a equipa estiveram como de costume, ou seja, ao mais alto nível. Para mim fica o trabalho mais fácil, que é tirar e pôr o carro na assistência. Depois, só tenho de andar rápido”, afirmou Vítor Lopes.
Nas Serras de Fafe, a ARC Sport obteve um pleno em termos de objectivos. O triunfo absoluto com Vítor Lopes e Hugo Magalhães, e também a vitória entre as viaturas de Grupo A e de duas rodas motrizes. João Silva e José Janela levaram o Renault Clio R3 da ARC Sport ao 4º lugar da geral, vencendo sem vacilar para o CPR2.
Em ano de estreia, e no seu primeiro rali em pisos de terra, Hugo Mesquita, acompanhado por Nuno Rodrigues da Silva, conseguiu atingir os seus objectivos, mostrando excelente evolução e uma boa adaptação ao Citroen DS3
“Para mim foi tudo novo. Nunca tinha andado em terra, e muito menos neste tipo de piso enlameado e escorregadio. Efectuámos uns testes reduzidos e quase não tive oportunidade para treinar. Penso que tanto eu, como o carro, estamos a evoluir bastante, acreditando que daqui para a frente poderei melhorar muito”, afirmou o jovem piloto açoriano.
O duplo triunfo da ARC Sport no Rallye Serras de Fafe sublinha a excelente carreira que a equipa de Aguiar da Beira tem vindo a efectuar no Campeonato de Portugal de Ralis.
“Melhor não podia ser. Com um lote de pilotos como o nosso, torna-se tudo mais fácil, assim como com toda a colaboração de uma equipa fantástica que temos a sorte de ter sempre ao nosso lado. Para mim o triunfo do Vítor Lopes não foi uma surpresa, e o mesmo se aplica ao João Silva, que mais uma vez mostrou estar ao nível dos melhores. Surpresa foi a excelente prestação do Hugo Mesquita, pois conseguiu evoluir de troço para troço, podendo vir a ser um piloto rápido e eficaz” , afirmou, visivelmente feliz Augusto Ramiro, responsável pela ARC Sport.
A ARC Sport estará presente na máxima força na próxima prova pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis, o Sata Rally Açores, que se realiza de 14 a 17 de Julho.

domingo

Ayrton Senna morreu há 17 anos - Parte 2

A morte do piloto foi considerada pelos brasileiros como uma tragédia nacional e o governo brasileiro declarou três dias de luto oficial. O governo brasileiro também lhe concedeu honras de chefe de Estado, com a característica salva de tiros. Estima-se que mais de um milhão de pessoas foram às ruas para ver o seu ídolo e render-lhe as últimas homenagens, sem contar os milhões que acompanharam pela televisão desde a chegada do avião que trouxe o seu corpo até ao Aeroporto de Guarulhos, às 5h30 da manhã.
Como nota de curiosidade Gerhard Berger, Emerson Fittipaldi, Rubens Barrichello e Alain Prost foram das pessoas que transportaram o caixão até ao cemitério.
A maioria dos pilotos de Fórmula 1 estiveram presentes no funeral de Senna. Porém o então presidente da FIA, Max Mosley, não compareceu, alegando que estava nos funerais de Ratzenberger no dia 7 de Maio, em Salzburgo, na Áustria. Mosley disse à imprensa, dez anos depois: "Fui a esse funeral porque todos estavam no de Senna. Achei que era importante alguém ir a esse."
Na corrida seguinte, no Mônaco, a FIA decidiu deixar vazias as duas primeiras posições na grelha de largada, e elas foram pintadas com as cores das bandeiras brasileira e austríaca, em homenagem a Senna e Ratzenberger.
A lendária curva Eau Rouge no circuito da Bélgica foi temporariamente readequada para a corrida de 1994. Na chicane foi escrita uma mensagem em homenagem a Senna.
O corpo de Senna está sepultado no jazigo 11, quadra 15, sector 7, do Cemitério do Morumbi, em São Paulo.
De acordo com a perícia, Senna perdeu o controle do carro devido à quebra da coluna de direcção do seu Williams. O documento sugere que houve negligência dos técnicos da equipa numa reparação feita na coluna de direcção. Em Novembro de 1996, a denúncia do procurador Maurizio Passarini foi acolhida pelo juiz Diego Di Marco. Frank Williams, Patrick Head, Adrian Newey, Federico Bondinelli (um dos responsáveis pela empresa que administrava o autódromo de Ímola), Giorgio Poggi (o responsável pela pista), Roland Bruinseraed (o director da prova), e o mecânico que soldou a coluna de direcção do Williams foram indiciados por homicídio culposo, por negligência e imprudência. Porém, em Dezembro de 1997, o juiz Antonio Constanzo absolveu os acusados.
Em 2004, um documentário de televisão da National Geographic chamado "A morte de Ayrton Senna" foi transmitido para o mundo inteiro. O programa considerou os dados disponíveis do carro do Senna para reconstituir a sequência de eventos que o conduziu ao acidente fatal. O programa concluiu que o longo período que o safety car permaneceu na pista fez reduzir as pressões nos pneus de Senna, baixando o carro. Com o carro mais baixo, o chassi tocou o solo, fazendo o carro saltar e tornando a direcção incontrolável. Senna teria reagido, mas, com os pneus travados, ele foi arremessado para fora da curva. O programa concluiu que se as reacções do piloto tivessem sido mais lentas, ele talvez pudesse ter sobrevivido.
Pilotos e especialistas em Fórmula 1 consideram parte dessa teoria como improvável, pois os pneus de Fórmula 1 aquecem-se até a temperatura ideal depois de percorrer apenas 2 km, meia volta no circuito de San Marino, assim na volta 7 os pneus do carro de Senna já estariam quentes.
Ayrton Senna, quando questionado de quem é ou quem foi o piloto com quem teve mais prazer de competir, aposentado ou na actividade, respondeu: “ Eu teria que voltar para 78 e 79 e 1980, quando ainda conduzia karts. Eu vim à Europa, competindo pela primeira vez fora do Brasil como companheiro de equipa de Fullerton. O nome dele era Fullerton. Ele era muito experiente. Eu gostava muito de pilotar com ele, porque ele era rápido e ele era consistente. Para mim ele era um piloto completo. E era só pilotagem, só corrida. Não havia política na época, sabe? Não tinha dinheiro envolvido. Então era corrida de verdade. E essa é uma grande lembrança para mim.”
Como resultado da sua morte, a FIA apostou no Prof. Sid Watkins para melhorar a segurança da Formula 1. Nenhuma fatalidade aconteceu na Formula 1 desde então. O Instituto Ayrton Senna (ideia que Senna pretendia concretizar), fundado pela sua irmã Viviane em 1995, já ajudou a educar mais de 1,2 milhoes de crianças carentes do Brasil.
Em dezembro de 2009 a revista inglesa Autosport publicou uma matéria onde fez uma eleição para a escolha do melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. A revista consultou 217 pilotos que passaram pela categoria, e Ayrton Senna venceu.
Por todas as gerações que entusiasmas-te e continuas a entusiasmar, ... Muito Obrigado Ayrton Senna. Os Campeões nunca morrem.
Xavier Silva

Videos de Ayrton Senna
Anuncio da Morte de Senna pela BBC
Ayrton Senna LAST LAP


Chegada do corpo de Ayrton Senna ao Brasil (Telejornal RTP Portugal 1994)


Funeral de Ayrton Senna - Globo ao Vivo

Ayrton Senna morreu há 17 anos

No dia 1 de Maio de 1994 viria a falecer aquele que foi um dos melhores, se não mesmo o melhor, piloto de Formula 1 da História, Ayrton Senna.
Após épocas de muita "guerra" dentro e fora da pista com Alain Prost, Ayrton havia mudado para a Williams Renault, pela mão de Frank Williams. Os carros da Williams Renault que Prost tinha usado no último título do ano anterior, eram mais evoluídos a nível electrónico e permitiriam a Senna evoluir, já que os carros que guiava na Mclaren já não eram eficazes.
Mas quando Senna mudou para a Williams Renault, a FIA baniu alguns dos dispositivos electrónicos que geraram polémica ao assistir os pilotos nas corridas de Formula 1. O objectivo era impedir o domínio das equipas mais ricas, como a Williams Renault, campeões mundiais.
Desta forma Ayrton Senna corria contra o tempo, pois tinha de se ajustar com a equipa e tratar das afinações do carro. Senna dizia estar desconfortável. Os carros tinham perdido o controlo de tracção, o travão especial e a suspensão electrónica. Senna referia que: “Os carros, como eu já disse antes, de imediato, são um pouco mais instáveis, com a retirada da suspensão electrónica. E um pouco mais difíceis, então, por consequência, de pilotar. Talvez tenha mais carros rodando, saindo da pista. Então ali, a gente talvez veja mais carros rodando, mais emoção para o público. Para nós, até ao ponto em que não acontece nada. Quando acontece alguma coisa, não é muito confortável”.
No Grande Prémio do Brasil de 27 de Maço de 1994, quando Ayrton Senna era segundo a 8 segundos de Michael Schumacher, na volta 56, o piloto brasileiro perde o controlo do carro e acaba por fazer um pião que o fazia desistir. Patrick Head, Engenheiro Chefe da Williams dizia no final: “Nós certamente não estamos contentes com o desempenho do carro no momento. Conduzi-lo não está fácil. “
Os carros não deveriam ter nenhum dos componentes electrónicos que tinham no ano anterior. Mas Senna estava convencido que a Benetton Ford de Michael Schumacher, que vencera as duas primeiras provas da temporada (Grande Prémio do Brasil e Grande Prémio do Pacifico de 17 de Abril de 1994) usava alguns desses componentes, principalmente o controle de tracção, que elimina o rodopio das rodas.
Frank Williams, chefe de equipa da Williams Renault, disse num recente documentário à vida de Ayrton Senna, realizado por Asif Kapadia que: “ Não fazia sentido que a Benetton o (Senna) estivesse a deixar na poeira. Ele queria que protestássemos… o que não fizemos”
Nos treinos de Sexta Feira do GP de Imola, Rubens Barrichello viria a sofrer um aparatoso acidente, acabando por saír quase ileso, sofrendo apenas uma lesão no braço. Já no Sábado, nos treinos de Qualificação, Roland Ratzenberger, ao final da curva Tamburello, via a asa dianteira do Simtek soltar-se e o piloto, sem controlo do carro, chocou violentamente contra o muro na curva Villeneuve, a cerca de 308 Km/h. Mais tarde viria a ser confirmado pela FIA, o falecimento do Piloto Roland Ratzenberger, com o carro número 32 da MTV Simtek Ford, no Hospital Maggiore Bologna.
O Prof. Sid Watkins, médico da F1, com que Senna tinha uma relação muito especial e invulgarmente própria, após Senna ter ficado consternado e ter mesmo chorado após a notícia, disse-lhe:" Sabes, Ayrton, és tricampeão mundial. És o homem mais rápido do mundo, [e como ele gostava de pescar], por que não te aposentas, e aí eu aposento-me também e vamos pescar?", Senna disse:"Sid, não posso desisitir"
No Jantar de Sábado, Frank Williams, tinha duvidas se Senna iria alinhar no Gran Prémio. Reginaldo Leme, comentarista da Globo, que acompanhava de muito perto a carreira do piloto brasileiro afirmava ter a certeza que o piloto não queria correr.
Viviane Senna, irmã de Ayrton Senna refere no documentário: “Naquela manhã, quando ele acordou… pediu para deus falar com ele. E abriu a bíblia e leu um texto, que falava assim, que deus ia dar para ele o maior presente de todos os presentes, que era ele mesmo”
No dia 1 de Maio de 1994, Domingo, logo na partida J.J. Lehto da Benetton não arrancou no momento do sinal verde, ficando parado, sendo totalmente abalroado pelo português Pedro Lamy da Lotus, felizmente sem consequências para ambos.
O Safety Car entrou em pista, após a sua saída, Senna liderava, seguido por, Schumacher. Na sexta volta, Schumacher tentava colocar pressão em Ayrton Senna, quando já na sétima volta, Senna despista-se violentamente contra o muro da curva Tamburello. Toda a gente ficou apreensiva e estupefacta com o que tinha acontecido.
O Prof. Sid Watkins contou o episódio no documentário sobre Ayrton Senna: “tiramos o Senna do cockpit, tiramos-lhe o capacete e entubamos-lho, e eu percebi pelos seus sinais neurológicos, que era uma lesão letal à cabeça. Ele suspirou por um instante e o seu corpo relaxou. E foi naquele momento… Não sou religioso… Mas eu pensei que o seu espírito tinha partido.”
As lágrimas viriam a invadir todo o mundo, com 41 vitórias e 65 Pole Positions, e apenas 34 anos, viria a sucumbir o eterno piloto da história da Formula 1.
Uma das vozes que narra o documentário produzido por Asif Kapadia diz, “mesmo em velocidade de corrida, a Tamburello não é uma curva em que se faz um erro humano. Algo tinha acontecido com o carro. A direcção hidráulica pode ter falhado. Pode ter sido a temperatura dos pneus que fez com que o carro deslizasse para fora da pista. Será sempre um mistério”.
Reginaldo Leme disse no documentário, “Houve uma causa? Houve. Mas o que eu acredito mesmo é essa quebra na barra de direcção e o carro ficou incontrolável. Mas acima de tudo foi uma fatalidade porque a batida do carro no ângulo exacto para que um braço de suspensão atingisse o capacete.”
Outra das vozes que narra o documentário refere que, “A sorte de Senna terminaria, ele não tinha um único osso do corpo partido. Nem um hematoma. Se aquela parte do carro tivesse passado 1% de centímetros para cima ou para baixo, ele teria andado de volta para as boxes”
A 4 de Maio, realizava-se em São Paulo o funeral do piloto brasileiro, que contou com inúmeras figuras da Formula 1 entre pilotos, entre eles o grande rival de Senna, Alain Prost com quem Senna não teve uma relação fácil, chefes de equipas e milhões de brasileiros nas ruas. Chorou a família, os amigos, os companheiros de corrida, chefes de equipas, os brasileiros … todo o mundo.

 
(Continua na Parte 2)