sexta-feira

Luís Mota de EVO VII no Vidreiro

Após três jornadas do Campeonato Open de Ralis, a Competisport tem já agendado o regresso do seu Mitsubishi EVO VII para o Rallye Vidreiro, prova em pisos de asfalto que se irá desenrolar em S. Pedro de Moel.
A prova a cargo do Clube Automóvel da Marinha Grande, o Rallye Vidreiro, será essencialmente para a dupla Luís Mota e Alexandre Ramos como um teste pois será o primeiro desafio em competição deste que o 4x4 foi evoluído.
A Domingos Sport esteve estes últimos meses a evoluir o EVO, tornando-o minimamente competitivo para permitir ao piloto do Cartaxo lutar pela vitória no Open de ralis.
Para a equipa este primeiro rali o importante é rodar com o carro e ter umas primeiras noções das melhorias do mesmo, pois apenas ainda se efectuou um pequeno teste para os técnicos conseguir ter o melhor setup para os pisos de asfalto. De futuro a equipa irá utilizar este EVO VII em todas as provas de asfalto, ficando o EVO IV para as provas em pisos de terra.
Como nos refere Luís Mota “Vamos para o rali centrados em rodar com o carro, pois irá ter certamente reações totalmente diferentes às que tinha antes. Este é um rali onde costumamos ter sorte e onde já vencemos várias vezes, onde logicamente, se o carro nos permitir não colocamos de lado um bom resultado”.
Para a dupla que no momento ocupa a segunda posição do Open de Ralis, os seus objetivos fixam-se também no Regional Centro, onde a equipa venceu a primeira prova, o Rali de Castelo Branco, partindo assim para o Vidreiro na liderança do Campeonato.
O Rallye Vidreiro disputa-se apenas durante a tarde de sábado tendo as equipas que disputar uma dupla passagem pelos troços Marinha Grande, S. Pedro de Moel e Farol de São Pedro “100 anos”, o que totaliza 55,60 quilómetros em troços, e 142,34 no percurso total do rali.

Helder Oliveira apostado em vencer no Ervideira Rali TT

Depois de em 2011 e naquela que foi a sua única participação desportiva, ter alcançado um brilhante segundo lugar na 25ª edição da Baja Portalegre 500, a jornada portuguesa da Taça do Mundo, o piloto de Barcelos Helder Oliveira regressa às competições no Ervideira Rali TT onde, aos comandos de uma Nissan Navara Off Road, se apresenta com naturais ambições de lutar pela vitória.
Sem um programa desportivo definido para esta temporada, Helder Oliveira quer aproveitar da melhor forma a oportunidade de poder pilotar na prova alentejana a excelente máquina que pertence a Paulo Graça para, com José Marques a seu lado, tentar discutir a vitória na segunda prova do Campeonato de Portugal.
“Com o resultado alcançado na Baja de Portalegre fiquei muito motivado para regressar de uma forma mais assídua às competições e tentei montar um programa para efectuar todo o CPTT. Mas, infelizmente, os apoios continuam a ser escassos, pelo que me resta participar de forma pontual. O Ervideira era uma das provas que estava nos meus horizontes. O facto de o Paulo não poder participar gerou uma excelente oportunidade que vou tentar aproveitar da melhor maneira”, salienta Helder Oliveira que acrescenta: “Para o Ervideira vou contar com o importante apoio da estrutura da MRacing, que dá assistência à Nissan, e com o José com o qual já tenho um longo historial de participações. Irei fazer um shakedown para me adaptar à Nissan que estou certo ser uma máquina com potencial para me permitir lutar pela vitória numa prova de que gosto muito”.
O Ervideira Rali TT será disputado no seu formato habitual, de dupla passagem por um sector seletivo com cerca de 150 quilómetros, que terá lugar no Domingo dia 22, depois de, na véspera, terem sido realizadas as verificações administrativas e técnicas, bem como a dupla passagem pela Super Especial de 5 quilómetros na Herdade da Ervideira.

MR Team inicia época no Rally Vidreiro

É já neste Sábado, no Rally Vidreiro que a MR Team irá estrear o novo Opel Corsa OPC.  A viatura será conduzida por Paulo Moreira que contará nesta prova com a navegação de João Vieira e desta forma inicia a participação no Campeonato Open de Ralis de 2012.
Esta prova será abordada de uma forma muito cautelosa e servirá como um treino e preparação para as restantes provas do campeonato, uma vez que a viatura ficará pronta na véspera do rali.
O Opel Corsa OPC irá sofrer algumas evoluções ao nível de travões, motor e caixa para o próximo rali, o Rali Targa Vieira do Minho, com Daniel Ribeiro.
A MR Team irá participar no Open de Ralis com Paulo Moreira e na Taça de Portugal de Ralis com Daniel Ribeiro onde ambos partilham o Opel Corsa OPC.
A viatura foi montada pela Monteiros Racing Team e será assistida por esta mesma estrutura. Paulo Moreira e Daniel Ribeiro estão confiantes nas potencialidades do Opel Corsa OPC que, na sua máxima força, deverá disponibilizar 230 cv de potência às 6.000 rpm e 330 Nm de binário, suspensões Öhlins e travões AP.
A MR Team conta neste projeto com o apoio da Caetano Technik, BCA Portugal, ENI, Sópneus, Biodouro, Credibom, Leatronic, Irmscher, Tintauto, NSA Portugal, Grafite Serviços publicitários, Bompiso, Intermarché Fafe, Andromeda, DM higiene industrial e Moveis Carlos Alfredo.

O 30º Raid Transportugal Accenture - Vodafone começa este fim-de-semana

Está prestes a arrancar mais um Raid Transportugal Accenture - Vodafone que este ano completa a sua 30ª edição. O mais famoso e antigo passeio de todo-o-terreno de Portugal vai trilhar, entre 14 e 15 de Abril, diferentes caminhos do Alentejo mantendo sempre a sua filosofia dum raid fora de estrada a rolar ao sabor da aventura e da descoberta.
As belas planícies alentejanas serão, uma vez mais, o pano de fundo do Transportugal. Aliás, desde a 1ª edição em 1984, o Alentejo esteve várias vezes presente neste evento e, os responsáveis, José Megre e Pedro Vilas Boas, descobriram nas terras alentejanas potencialidades que ainda hoje justificam a aposta no sul do país. A 30ª edição do passeio regressa a esta região para, desta vez, percorrer cerca de 350 km de road book divididos em mais de 200 quilómetros na primeira etapa e cerca de 140 na segunda.
A 1ª etapa desenrola-se a nordeste de Évora, “toca” a barragem do Alqueva e visita as cidades de Vila Viçosa e Borba, para além de passagens pelo Redondo, Terena e outras aldeias. A serra d’Ossa quebrará a monotonia das planícies e trará com certeza outros desafios!
A 2ª etapa, que se desenrola no domingo, segue para sul de Évora nas grandes planícies e herdades do sul. Caso se verifique queda de chuva, este percurso passará de fácil a difícil com apenas algumas “gotas”.
Entre os 250 participantes inscritos figuram nomes como Pedro Villas Boas - sócios fundador do Clube Aventura juntamente com José Megre, Luís Lourenço também sócio-fundador e atual vice-presidente, João Aragão Teixeira e Lourenço Rosa, ambos pilotos de automóveis, Carlos Rolla e Rodrigo Amaral, ambos pilotos de todo-o-terreno.
As provas especiais de navegação e regularidade, transposição de obstáculos e diversos exercícios de campo farão também parte desta 30ª edição do Raid Transportugal e serão focos de animação para este raid.
A 30ª edição do Raid TRANSPORTUGAL Accenture - Vodafone será, assim, mais um importante marco na longa história de um passeio carregado de tradições que conta uma vez mais com o apoio da Accenture e o regresso da Vodafone que, em conjunto, tornaram possível a organização de mais uma edição do primeiro grande evento do Clube Aventura.

Para mais informações contactar: 912 202 768 ou info@clubeaventura.pt

Respol Racing Team no Rali Vidreiro a jogar "em casa"

O Rali Vidreiro que se realiza no próximo Sábado dia 14, será a quarta jornada do Campeonato OPEN de Ralis, e vai colocar literalmente a jogar “em casa” as duas equipas da Respol Racing Team, nas classificativas da mata de S. Pedro de Moel no concelho da Marinha Grande.
André Marques é de Leiria e conhece muito bem as estradas de asfalto deste rali, organizado pelo Clube Automóvel da Marinha Grande, que propõe este ano uma estrutura de prova muito compacta, proporcionando ao público um espectáculo constante com muitas passagens a poderem ser incluídas na “agenda” dos adeptos dada a proximidade geográfica entre as diversas classificativas.
André Marques e Hugo Magalhães estão bastante optimistas para esta sua participação, depois do bom resultado obtido em Castelo Branco, deixando claros sinais de que a equipa está a crescer em competitividade com o Peugeot 206 S1600.
Para o piloto, “é um rali que não tem segredos para mim, vivo muito perto daqui e será a prova onde estarei mais à vontade para dar o meu melhor. Queremos estar na discussão dos cinco primeiros lugares, sempre atento às armadilhas do percurso do pinhal mas com o espírito de “maximum attack” sempre presente. A classificativa nocturna no final do rali pode ajudar a baralhar as contas de muitas equipas, mas quanto a nós estou muito confiante num bom resultado e vou atacar desde cedo para atingirmos o nosso objectivo de pontuar o máximo para o OPEN.”
Sérgio Vaz e Bino Santos marcam de novo presença, depois da desistência no rali anterior devido a uma saída de estrada que determinou o final precoce numa prova que estava a ser muito boa para a equipa que disputa o Troféu Modelstand, e que já deu mostras claras de ser rápida e eficiente.
O piloto de Torres Novas conhece igualmente muito bem o percurso da prova e as suas palavras não demonstram que a confiança da equipa tenha sido abalada, pois afirma que “queremos recomeçar no ponto exacto em que estávamos antes do incidente de Castelo Branco. A rapidez estava patente e a luta pelos lugares da frente do troféu era uma já uma certeza, e não vou desperdiçar a oportunidade de correr em S. Pedro de Moel sem cautelas excessivas. Vamos partir desde logo com um ritmo elevado, focados no objectivo de andar na frente, com o novo Peugeot 206 Gti de que dispomos.”
O rali Vidreiro terá seis especiais de classificação em asfalto, num total de 142 quilómetros de extensão, 55 dos quais cronometrados. A prova tem o seu arranque marcado na Marinha Grande ás 14 horas de Sábado, terminando previsivelmente por volta das 21h15 no mesmo local.

Rali Vidreiro é próximo desafio de Rui Garcia

Rui Garcia regressa às lides dos ralis após um interregno de quase 5 meses desde a sua última prova, inscrevendo de novo o seu Seat Marbella no grupo de concorrentes ao Troféu Fastbravo.
Apesar do tempo de inactividade, o piloto de Vila Nova de Gaia, navegado por Luis Sá, assume como principal objectivo no Rali Vidreiro a vitória no troféu, certo de que rapidamente encontrará um bom ritmo de prova num rali que conhece bem, e de que gosta bastante, estando desde já previsto uma sessão de testes na Sexta-feira que antecede a prova, visando a readaptação da equipa às exigências do pequeno Marbella.
Para Rui Garcia, “é sempre bom correr nesta região, onde os ralis são já uma tradição e onde o espectáculo está sempre garantido. Conto disputar o troféu Fastbravo até ao final da época embora já tenha decorrido uma jornada do mesmo, mas como podemos rejeitar uma pontuação do total de ralis previstos, creio que não será crítico para nós arrancarmos só agora, pois ainda está tudo em aberto.”
“Vou fazer uso da nossa experiência com o Marbella, e por isso temos como objectivo único vencer no troféu já neste rali. Estive parado desde Novembro, e é importante recuperar competitividade, daí termos o teste em agenda, para nos apresentarmos na nossa máxima força. Este ano pode ainda surgir um projecto de maior dimensão para mim, do qual ainda não quero revelar muitos detalhes, mas espero cumprir a época do Fastbravo até ao final pois os calendários de prova permitem que isso venha a acontecer .”
“Temos expectativas fundadas em poder lutar pela vitória no troféu, a luta será como habitualmente muito acesa, a concorrência é aguerrida, mas sabemos que é possível aspirar a vencer. Conheço grande parte do rali, se chover será bastante complicado com os pneus que usamos no troféu mas sendo igual para todos vencerá o melhor a superar as dificuldades. Chegar ao fim, pontuar muito e esperar pela fiabilidade do carro é o que desejo.”
O Troféu Fastbravo sai para a estrada pela segunda vez esta época, depois do Rali Coração D’Ouro já realizado. Na Marinha Grande e S. Pedro de Moel, os concorrentes vão percorrer seis classificativas de asfalto a partir das 14 horas de Sábado dia 14, prevendo-se o final da prova para as 21h15 .

André Cabeças regressa no Vidreiro

André Cabeças vai alinhar este Sábado no Rali Vidreiro, prova pontuável para o Campeonato OPEN de Ralis, surgindo pela segunda vez esta época aos comandos do competitivo Volkswagen Golf Kit-Car, mas que surgirá em S. Pedro de Moel com novas evoluções mecânicas que prometem tornar o carro ainda mais competitivo e pronto a lutar pelas primeiras posições da classificação geral do rali.
O piloto da HighBrand, assume que “esta é uma das minhas provas favoritas, já por várias vezes aqui disputei ralis e gosto bastante do traçado e dos desafios que o mesmo nos coloca. Este ano ainda mais, pois o rali é extremamente compacto, e desde já congratulo o organizador pela prova que desenhou, pois vai agradar quer ás equipas quer ao público. Como piloto amador que sou e que anda cá pelo gosto da competição automóvel, é um rali muito fácil de treinar, muito limitado em relação ao tempo que nos ocupa fora das obrigações profissionais e isso só pode ser registado com apreço.”
Já sobre as expectativas para a prova, o piloto de Lisboa afirma que “espero estar ainda mais rápido do que no Rali Montelongo no início da época. O carro recebeu um novo diferencial e a caixa de velocidades recebeu também novos componentes, para além de outras pequenas mudanças que tenho a certeza nos vão tornar mais competitivos, mas o ideal para manter as lutas em aberto até ao final era que não chovesse para se equilibrar o andamento entre os carros de duas rodas motris e os de tracção integral. Se chover, será muito mais difícil mas não deixo de assumir que gostaria de lutar pelo pódio neste rali e creio ter agora as condições ideais para o fazer.”
André Cabeças terá como co-piloto neste rali Júlio Sousa, sendo esta mais uma das novidades da equipa para o Rali Vidreiro, evento que começa no Sábado ás 14 horas na Marinha Grande e que fará os concorrentes percorrerem 142 quilómetros de percurso, divididos por seis especiais de classificação em asfalto totalmente desenhadas no interior da belíssima Mata de S. Pedro de Moel.

Video Elisabete Jacinto no Rali das Gazelas 2012



Salvador Gonzaga bastante motivado para o Vidreiro

S. Pedro de Moel será palco da quarta ronda do Campeonato Open de Ralis e terceira do Desafio Modelstand, em mais uma edição do Rallye Vidreiro, prova a cargo do Clube Automóvel da Marinha Grande.
A prova em pisos de asfalto contará com a dupla Salvador Gonzaga e Paulo Lopes, que depois de uma grande exibição no Rali de Castelo Branco, que terminou com a conquista da quarta posição, partem ainda mais motivados no seu Peugeot 206 Gti para este próximo desafio nos pisos de asfalto.
A equipa tem conseguido fazer uma grande evolução nesta presente época, atingindo já o seu objectivo inicial de rodar entre os três primeiros da competição monomarca, sendo o próximo passo garantir nos pódios finais de cada rali essa posição.
Como nos salienta o piloto “Temos evoluído bastante, e no Vidreiro queremos estar ainda a um melhor nível. Vamos tentar andar nos três primeiros, sabemos que a tarefa não é fácil, mas vamos bastante motivados. Esperemos contar com o piso seco, pois no pinhal o asfalto molhado torna-se bastante difícil, e temos que rodar com bastantes cautelas pois os troços apresentam bastantes armadilhas”.
O Rallye Vidreiro terá um total de seis troços cronometrados, totalizando 142 quilómetros, dos quais 55.60 em troços cronometrados. O programa da prova terá uma dupla passagem pelos troços da Marinha Grande, S. Pedro Moel e Farol de S. Pedro. O pódio final está previsto para as 21h15 na Marinha Grande.

Gil Antunes:“Fazer um bom resultado”

Será este próximo sábado que o Desafio ModelStand e o Campeonato Open de Ralis vão regressar à estrada, com a realização do Rali Vidreiro, prova a cargo do Clube Automóvel da Marinha Grande.
Na prova em pisos de asfalto estará presente a dupla da SFR Motorsport, Gil Antunes e Carlos Ramiro que encaram esta nova etapa ainda com mais motivação para alcançar um bom resultado com o seu Peugeot 206 Gti.
A dupla de Sintra em duas provas já conseguiu dois pódios, e em S. Pedro do Moel o objectivo é mais uma vez lutar pelos três primeiros lugares do troféu, fazendo ainda um bom resultado entre os carros de duas rodas motrizes no Open.
Como nos salienta o piloto de Aruil, “Vamos apostar novamente num ritmo que nos permita andar nos três primeiros do desafio Modelstand. Os nossos principais adversários têm estado muito fortes e não tem sido fácil chegar à vitória, mas sabemos que temos tudo ao nosso alcance para garantir uma vitória. Este é um traçado que já temos algum conhecimento dos anos anteriores e na qual temos nos encaixado bem, pelo que acredito que vamos conseguir fazer um bom rali. As condições do tempo poderão influenciar muito os resultados do rali, já que os troços com “chuva” ficam bastante escorregadios e é fácil errar. Da nossa parte com chuva ou sem ela vamos bastante motivados”.
Gil Antunes apesar de já ter provado todo o seu valor tem apostado prova a prova em evoluir mais e além disso prestigiado e divulgado ainda mais a imagem da sua equipa e dos seus patrocinadores. Como nos adiantou ainda o piloto “temos tentado prova a prova melhorar ainda mais. Há sempre alguma coisa que podemos corrigir, mesmo até os mais pequenos pormenores quer no carro, quer no meu desempenho e do meu navegador, que todos juntos podem nos tornar ainda mais rápidos. Está época estamos a jogar sempre pelo seguro na luta pelo titulo na competição. Prova disso são as duas primeiras provas onde optamos por assegurar o segundo lutar, em vez de arriscar o tudo ou nada para chegar à vitória. Nas provas de asfalto que faltam queremos ainda tentar chegar ao primeiro lugar, para nas provas em pisos de terra, onde nos sentimos mais à vontade, fazer os possíveis para garantir o título”.
Na passada semana o piloto teve a testar com a SFR Motorsport, num teste que se revelou extremamente positivo, pois a equipa conseguiu evoluir em diversos sentidos, corrigindo algumas situações que permitem à equipa ter ainda uma melhor prestação na prova em pisos de asfalto.
O Rali Vidreiro disputa-se apenas durante a tarde de sábado tendo as equipas que disputar uma dupla passagem pelos troços Marinha Grande, S. Pedro de Moel e Farol de São Pedro “100 anos”, o que totaliza 55,60 quilómetros em troços, e 142,34 no percurso total do rali.

A estreia de João Paulo Rodrigues

O vencedor de A Tua Cara Não Me é Estranha inicia-se na Taça Nacional de Clássicos Circuitos, já no próximo fim-de-semana.
João Paulo Rodrigues integra o Team Caetano Racing/Heads Motorsport/Monstter/BFS Buses Fast Solutions/JP Sá Couto, já no próximo fim-de-semana (14 e 15 de Abril) no Autódromo Fernanda Pires da Silva. A equipa aposta em dois Toyota Starlet 1.3 s, que competem na Taça e no Campeonato de clássicos até 1.300.
A estreia vai ser aos comandos de um carro com uma longa história no automobilismo português. Falamos do Toyota Starlet 1.3 de Grupo 5, capaz de desenvolver 170 cavalos às 8200 r.p.m. e que vai ser o veículo em que João Paulo Rodrigues vai fazer a evolução em termos de automobilismo de competição.
Aliás, evoluir é a palavra de ordem e para isso João Paulo, tem uma ajuda preciosa: João Ramos. “Se eu for rolar é natural que evolua mas temos, eu e o Pedro, a ajuda fundamental do João Ramos, o que nos ajuda a evoluir muito mais rápido e melhor. Não preciso de salientar a qualidade do piloto, mas enquanto professor é muito eficaz. Explica muito bem o que quer que a gente faça e noto que de volta a volta melhoramos.”
O Team Caetano Racing/Heads Motorsport/Monstter/BFS Buses Fast Solutions/JP Sá Couto, é constituído por dois carros clássicos, repletos de história. Os Starlet 1.3 s apareceram nas pistas portuguesas no início dos anos 80 e logo colocaram o Team Caetano Racing na liderança do automobilismo de velocidade nacional. Foram os automóveis a bater na classe até 1.300 cc, em Grupo 2 e posteriormente em Grupo B, desde 1982 até 1984, altura em que a Salvador Caetano passou a apostar apenas nos troféus.
O segundo carro do Team Caetano Racing/Heads Motorsport/Monstter/BFS Buses Fast Solutions/JP Sá Couto é tripulado por Pedro Alves, que está na segunda posição do Campeonato de Portugal de Clássicos 1300 (Circuitos), fruto do segundo e terceiro lugares conseguidos na prova inaugural de 2012 que se disputou em Braga, no Circuito Vasco Sameiro, no passado dia 25 de Março.
As expectativas de Pedro Alves mantêm-se altas frutos dos resultados anteriores, mas sempre com uma boa dose de realismo “tivemos duas corridas muitos boas, fruto de todo o trabalho que foi desenvolvido até agora pela equipa, mas tenho a noção de que no Estoril a concorrência vai ser ainda mais forte.”
A estreia de João Paulo Rodrigues vai acontecer às 12h50, com a primeira sessão de treinos, ainda no sábado. A primeira corrida está prevista para as 11h35 de Domingo.

Rali Vidreiro: Um novo começo para a A.Maia Sport

Depois da ausência da terceira prova do Campeonato Open de Ralis, a equipa A.MaiaSport, regressa agora no Rali Vidreiro novamente com as suas habituais duplas.
A Júlio Maia, que será mais uma vez acompanhado por Alexandre Rodrigues a bordo do Peugeot 206 S1600, junta-se pela primeira vez este ano Manuel Martins e Rui Vilaça num novo Peugeot 206 Gti, para lutar pelos melhores lugares do Desafio Modelstand.
O jovem piloto da equipa começa aqui a sua temporada, quando o trofeu já vai na terceira prova, estreando também um novo Peugeot 206 Gti. Tal certamente não condicionará o piloto apoiado pelo Credito Agrícola, ”já que é uma prova que gosto bastante, onde já obtive bons resultados. Não podemos entrar em grande loucuras já que agora somos obrigados a pontuar em todas as provas até ao final do ano, o que nos obriga a ser rápidos e estar atentos aos nossos adversários de forma a gerir o andamento. O novo carro, num pequeno teste que efetuámos, pareceu muito bom e como é todo novo certamente não teremos de nos preocupar com a sua fiabilidade. ”
Na prova organizada pelo CAMG, Júlio Maia também já obteve boas exibições, e depois da ausência em Castelo Branco o piloto quer voltar a andar rápido tal como fez na primeira prova do ano. O piloto, apoiado pelos Lubrificantes Liqui Moly vai á Marinha Grande lutar pelos melhores lugares da Cat.1, onde apenas a possível aparição da chuva pode dificultar a tarefa. “Esta é uma prova do agrado de quase todos os pilotos e eu não sou exceção. É um traçado rápido mas técnico com muitas armadilhas e se chover tudo se vai complicar. No meio do pinhal o piso torna-se escorregadio e como rodei muito poucos quilómetros com o S1600 nessas condições não estarei a 100%, mas vou dar o meu melhor para não comprometer a chegada ao final do rali” comentou o piloto da A.MaiaSport.
Outra das novidades para esta prova prende-se com a nova parceria entre a equipa poveira e a Associação Dar-a-Sorrir, uma associação de carácter social onde são desenvolvidas várias iniciativas na ajuda de pessoas carentes e sem recursos financeiros.
Deste modo a equipa vai ao longo da época dispor de um bidão no parque de assistência onde todos os presentes poderão deixar as suas “Tampinhas”, um dos projetos da associação tem como objectivo impulsionar a reciclagem e a solidariedade na angariação e recolha de tampinhas junto a sociedade. Posteriormente estas tampinhas recolhidas serão vendidas, e os fundos revertidos para a aquisição de vários tipos de equipamentos destinados à deficientes com necessidades especiais; que estejam impossibilitados de os adquirir por não obterem recursos financeiros para tal.
Resta salientar que o Rali começa no Sábado de tarde acabando noite dentro com a disputa de uma classificativa noturna.
A equipa agradece o apoio de todas a empresas de que continuam a acreditar no nosso projecto onde destacamos a: LIQUI MOLY, CRÉDITO AGRICOLA, WACKER NEUSON, A.MAIA LDA, BAR MOINHOS AO VENTO, AUTO COSTA E POVOACAR entre outros.

quarta-feira

Mário Patrão segue a vencer no Todo-o-Terreno!

Mário patrão repetiu mais uma das suas proezas nas ‘lides’ do Todo-o-Terreno nacional com a vitória na 25.ª edição do Raid TT da Ferraria, disputado nos dias 6 e 7 de Abril no concelho alentejano de Gavião. O piloto beirão mantém-se, assim, líder intocável nas categorias TT2 e Absoluto da nova temporada do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno.
 De passagem pelas planícies alentejanas, o Campeonato Nacional de TT reuniu um lote considerável de participantes em busca da adrenalina e velocidade caraterística da modalidade. Quem é Patrão manda e o apelido não surge em vão… Depois da vitória na jornada inaugural realizada alguns quilómetros mais a sul do país, no Algarve, o piloto apoiado pela instituição financeira Crédito Agrícola foi sempre mais forte na Ferraria e venceu tanto no Prólogo como na transição por três vezes do percurso de 80 quilómetros. «Esta foi mais uma boa prova para a minha carreira, bem organizada e com um percurso muito bem marcado! Desportivamente correu-me muito bem, fui o mais rápido no Prólogo e acabei por ser o primeiro a entrar para a ‘pista’… Fui sempre muito rápido e consistente e no fim saí com mais uma vitória! A minha mota esteve cinco estrelas, assim como toda a minha equipa de assistência», conferenciou o piloto da Suzuki Cepsa, vencedor não só na geral da jornada como também na categoria TT2.
 O ‘Mr. Baja’ levou uma vez mais de vencida uma prova em território alentejano, onde é já muito acarinhado pela massa adepta local, fator igualmente motivante para os melhores resultados. «Tenho de deixar um agradecimento muito especial ao muito público e demais fãs da modalidade que se fizeram ouvir ao longo de todo o percurso e que em muito me apoiaram, não esquecendo, claro, todos os meus patrocinadores a quem meritoriamente dedico todas as minhas vitórias. Estamos todos de parabéns!» Celebrou o Campeão Nacional de Todo-o-Terreno.
 A próxima prova pontuável para o Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno 2012 acontece novamente no Alentejo, nos dias 20 e 21 de Abril, com o Ervideira Rali TT no concelho de Reguengos de Monsaraz.

Nuno Pombo prepara-se para o Rali Vidreiro

A presente temporada não tem sido fácil para a dupla Nuno Pombo / Guilherme Pereira, que não contava com o rol de vicissitudes que acabou por a afectar. Contudo, a equipa do Fiat 500 Abarth não esmorece e apresenta-se à partida do Rali Vidreiro com claros objectivos: manter a consistência ao longo da prova e cimentar um bom resultado.
A prova organizada pelo Clube Automóvel da Marinha Grande irá percorrer vários troços no Pinhal do Rei, um dos ex libris naturais da região centro, inteiramento ligado à figura do Rei D. Dinis, que ordenou a sua plantação no séc. XIII. O navegador Guilherme Pereira fala acerca do traçado deste rali: "as classificativas são compostas por estradas asfaltadas, na sua maioria florestais, muito rápidas e estreitas, e com alguma sujidade, mas incluem também a passagem por uma estrada nacional, com um percurso rapidíssimo e altamente sinuoso."
Numa prova que será discutida ao sprint, a dupla eleva a fasquia e aponta baterias a um lugar nos dez primeiros do rali, "penso que teremos todas condições para acompanhar os mais rápidos", refere o piloto Nuno Pombo, que acrescenta: "o facto de haver previsão de chuva é um handicap para nós, uma vez que nunca rodámos o carro nesse tipo de condições."Em jeito de remate, Pombo termina dizendo: "a Integra Support trabalhou intensamente no Fiat 500 Abarth, no sentido de precaver qualquer tipo de infortúnio semelhante ao dos ralis anteriores, pelo que nos resta agradecer aos nossos patrocinadores (CódigoSegur, Lapp Kabel, Medexpansion, Ficacém, Policabos, Empire - Internacional Training Academy, IVV Automação e Imotricana) e encarar o rali com muita garra e confiança."

Luís Bastos aposta na regularidade

A região pitoresca do Pinhal do Rei, sito entre S. Pedro de Moel e Marinha Grande, acolhe no próximo Sábado a quinta prova do Campeonato Open de Ralis e Campeonato de Portugal Júnior de Ralis. Luís Bastos estará presente, com objectivos fixados no topo da classificação dos juniores.
O celoricense não tem tido a vida facilitada, enfrentando uma concorrência forte e bem apetrechada na competição onde milita. Contudo, e não dispondo de condições para outros voos, o jovem Bastos aposta na regularidade: "vamos lutar com as armas que temos, tentando sempre evoluir e aumentar o ritmo."
O piloto navegado por Paulo Marques adianta ainda que, "neste rali iremos continuar com as mesma evoluções no Citroen C2 R2, mas a nossa vontade é desenvolver a nossa viatura. Estou certo de que, caso reunamos apoios para essa operação, seremos capazes de discutir a vitória no Campeonato de Portugal Júnior de Ralis, numa altura em que nos encontramos isolados na segunda posição."
O Rali Vidreiro, organizado pelo Clube Automóvel da Marinha Grande, desenrola-se ao longo do dia de Sábado (14 de Abril), em seis troços cronometrados. A equipa composta por Luís Bastos e Paulo Marques agradece o apoio dos seus patrocinadores: Prest'Nett, Studio D, Clínica Médica Dentária Dr. Rui Monterroso e Motorbus, não esquecendo o seu preparador Fernando Costa Motorsport.

Foto: Marcos Rodrigues

Pedro Fins quer andar depressa

O Rali Vidreiro, quarta prova do Open de Ralis e terceira do Desafio ModelStand vai para a estrada no sábado, 14 de Abril. Pedro Fins e Sérgio Rocha estão confiantes num bom resultado depois do pódio da última prova.
 "Em Castelo Branco aprendemos muito sobre o carro e evoluímos bastante. Para nós esta segunda prova foi mais um teste do que propriamente um rali. Agora é altura de nos concentrarmos no que poderemos fazer em termos de resultados nestes dois últimos ralis de asfalto", explica Pedro Fins.
Sendo a penúltima prova em asfalto desta época, e já perfeitamente adaptados ao carro, a dupla do Peugeot 206 GTi vai querer andar na frente e tem nas estradas do Pinhal de Leiria a oportunidade de conseguir um grande resultado, embora com a consciência de que o campeonato ainda não vai a meio.
Como confessa Pedro Fins, “Este é um rali que gosto bastante, e onde poderemos estar mais á vontade. Vamos andar depressa e tentar lutar pelo primeiro lugar logo desde o início, mas se isso não for possível, um lugar nos três primeiros já seria um bom resultado. Ainda faltam muitos ralis, e também não queremos arriscar tudo nesta fase inicial."
O Peugeot 206 de Pedro Fins e Sérgio Roche tem a assistência da SFR Motosport e conta com os apoios da Stock-Car Megastore, Solinca, Reebok, Rambaxy Genéricos e NWI Casas. O Rali Vidreiro, numa organização do Clube Automóvel da Marinha Grande será disputado no próximo sábado dia 14, com início e final na Marinha Grande e seis classificativas entre Marinha Grande e S. Pedro de Moel.

Patrik Sandell com voto de confiança da Prodrive

Quem o diz é o responsável da equipa Prodrive, David Wilcock, que acredita que o ex-campeão mundial júnior de ralis (JWRC) em 2005, irá aprender com o acidente  que sofreu no Vodafone Rally de Portugal  quando voltar a competir no  FIA World Rally Championship esta temporada.
"O Patrik estava com um andamento fantástico, chegou a ser o quarto, e o seu abandono no terceiro dia deixou-nos um amargo de boca" , disse Wilcock. "Ele ainda está a amadurecer e a experiência fará dele um piloto sem limites, continuado o seu desenvolvimento como piloto do WRC."
Sandell está a disputar alguns eventos do campeonato do mundo com um MINI John Cooper Works WRC. A sua próxima aparição no campeonato ainda não foi confirmada, mas Patrik Sandell pretende competir em pelo menos mais cinco ralis, com o apoio da Sweden World Rallye Team.
"Cada vez me sinto mais confortável com o carro, e o meu ritmo durante o fim de semana foi bom, especialmente no sábado e no domingo de manhã", disse Sandell no passado Rally de Portugal.
"Depois de ver a velocidade de Dani Sordo com o carro novo, estou ancioso por experimentá-lo."

Fonte: WRC

Avaria elétrica obrigou Hélder Rodrigues a parar

Numa etapa em que tudo indicava Hélder Rodrigues poderia regressar a uma das duas primeiras posições da classificação geral, o piloto da Red Bull Yamaha TMN Team foi hoje forçado a parar poucos quilómetros após ter iniciado a sua participação no segundo dos dois sectores seletivos em que estava dividida a 3ª etapa do Abu Dhabi Desert Challenge.
Para o piloto português, Campeão do Mundo em 2011, “os problemas começaram a sentir-se desde o início da etapa já que a moto se desligou por diversas vezes. Tentei colocar uma toada mais cautelosa para evitar que isso acontecesse e tive de deixar o Marc Coma partir, quando o meu objetivo era ir com ele até ao final da especial” explicou Hélder Rodrigues que acrescentou:
“Na paragem entre o primeiro e o segundo sector seletivo ainda tentei perceber o que se estava a passar, mas havia muito pouco tempo para fazer assistência e tive de arrancar. Os problemas voltaram até que a moto se calou por completo. Estamos a tentar detetar o problema para amanhã prosseguir na corrida, embora sabendo de antemão que já não tenho qualquer hipótese de terminar esta prova bem classificado”.
A 4ª etapa de amanhã, que amanhã se disputa, terá 317 quilómetros de extensão e um único sector seletivo.

terça-feira

Crónica de João Silva!

"Olá amigos,

Decidi passar a palavras a minha primeira incursão na WRC Academy, agora que é tempo de reflectir em tudo o que se passou na última semana, absorver o importante, compreender o que correu mal e seguir em frente, isto depois de uma estreia que ficou aquém das minhas expectativas. Quero assim partilhar convosco todas as histórias, sabores e dissabores da nossa participação no Vodafone Rally de Portugal.
Como muitos sabem, passei os últimos meses a preparar a minha entrada na WRC Academy, lutando contra o desinteresse das entidades, para conseguir ser o primeiro português na academia, sanando uma lacuna gritante na formação dos jovens pilotos portugueses. Os patrocinadores não apareceram como merecia, e só com o apoio familiar consegui concretizar a minha entrada.
Logo de início percebi que o nível de exigência ia ser muito elevado, e no estágio na M-Sport tive a confirmação. Conheci os principais adversários, assisti a diversas palestras e formações importantes, e fiquei maravilhado com esta nova realidade. Voltei para Portugal e nunca mais esqueci o que tinha aprendido. Dediquei-me todos os dias à minha estreia, com treino físico, treino psicológico e alimentação. Perdi 6 kg, de um plano que prevê perder mais 15kg ao longo da época. Dei por mim motivado e concentrado no objectivo de não defraudar as expectativas de quem me apoia.
O meu orçamento da época é ainda limitado, e por esse motivo tive de cancelar a ida ao Sata Rally dos Açores e ao teste privado de pré-época, para poupar o máximo de dinheiro. Neste aspecto por mais que quisesse não comecei bem.
Entretanto, depressa chegou o momento de arrumar as malas e seguir para o Algarve. O ACP ajudou-nos dentro do possível e convidou-me para estar presente no Rali Sprint de Fafe. Mas de novo tive de recusar pois não podia alugar um carro para tal.
Cheguei ao Algarve no Domingo anterior à nossa prova e no Estádio Algarve reunimo-nos com os responsáveis da M-Sport e restantes concorrentes. O ambiente era fabuloso, todos entusiasmados com o início da época. Verificações documentais e outras burocracias tratadas, e seguimos para formação com o Chris Patterson, navegador do Solberg, sobre reconhecimentos e planeamento dos ralis. Dei por mim a fazer imensas perguntas, sinal positivo do meu desembaraço, mas algo negativo pois já devia saber tanto como os outros.
Nos dois dias seguintes tivemos os reconhecimentos. Dois dias inteiros no carro, com horários apertados, e com a responsabilidade de não falhar em nada, pois o rali dependeria disso. Correu bem, não tivemos percalços, conseguimos reconhecer tudo e o sentimento era encorajador.
Na quarta-feira, dia de testes, e logo pela manhã fomos os primeiros a ir para a estrada. Encontramos o piso muito seco, duro e ainda sujo. Fiz algumas alterações nas suspensões, e aos poucos já me sentia mais à vontade. O teste durou 4 horas, mas só conseguimos fazer 50 quilómetros, pois era um teste colectivo. Muito pouco para quem desconhecia o carro por completo.
Mas isso não interessava, tínhamos que manter a motivação e confiança em alta, e fazer bem o nosso trabalho para colmatar essa inexperiência. Durante a tarde, avaliação da nossa condição física com o PT da M-Sport, e surpreendentemente, eu e o José fomos dos melhores. Terminamos com 18 e 19 pontos respectivamente, quando por exemplo o sueco que mais classificativas venceu no rali, terminou com 12,5 pontos. Após este treino exaustivo, tivemos uma formação em primeiros-socorros com os médicos da FIA, que sem dúvida será muito importante reter.
E lá chegou o dia da estreia - cinco horas da manhã acordamos e apanhamos o autocarro da Academia rumo a Lisboa - uns dormiam, outros falavam, mas eu só conseguia rever os vídeos on-board dos treinos, para me familiarizar com os troços da noite, como me foi aconselhado na formação. Chegamos a Lisboa pelas 11horas, reconhecemos como é tradição a especial em carrinhos de golfe, e seguimos para uma sessão fotográfica junto ao Padrão dos Descobrimentos. Após essa sessão, fui convocado para a conferência de imprensa da FIA, onde respondi com naturalidade a diversas questões em inglês.
Nem deu tempo para almoçar, e começamos o rali, como primeiro na estrada na especial de Lisboa, diante do nosso público, que gritava e aplaudia as nossas passagens orgulhosamente. Fiquei muito emocionado pelo carinho e afecto que senti em Lisboa, mas acima de tudo pelo reconhecimento do nosso esforço por estar ali a representar Portugal.
Com pouco tempo para uma ligação tão extensa, só tive tempo de acenar e agradecer a todos os presentes, com pena de não ter sido autorizado a levar a nossa bandeira na asa do Fiesta. Seguimos pela A2 rumo ao Alentejo, devagarinho para poupar o combustível, sempre com o olhar atento do Lucas, comissário da FIA, que foi a nossa “sombra” em todo o lado.
Chegando a Ourique, mudamos os pneus e reabastecemos o carro, para uma espera de 7 horas no reagrupamento enquanto chegavam os pilotos da frente um por um. Foi aí que tudo mudou, e começou a chover. Com os carros em parque fechado, pouco podíamos fazer e percebemos que as restantes equipas estavam a planear adaptar os seus carros a essas condições, mas eu não sabia bem por onde começar e decidi apenas amaciar os amortecedores da frente, no pouco tempo de ligação disponível.
A primeira especial a sério, bem como as seguintes, foram realizadas debaixo de muita chuva, visibilidade reduzida, numa noite de tempestade. O carro reagia a todos os ressaltos, e não lidava bem com os pisos escorregadios. A minha confiança foi ainda mais abalada, quando as notas davam mais destaque ao ritmo, do que ao ângulo da curva, o que me fazia saber como entrar na curva… mas não para onde apontar. Problema que vem de trás, pois em Portugal temos um dia livre de treinos, que nos permite reconhecer as especiais diversas vezes e memorizar algumas secções essenciais em cada troço. Aqui isso não acontece! Tentei apenas chegar ao final do dia, mas ainda assim não evitei uma saída de estrada no último troço, quando ao abordar uma esquerda 3, não defini uma ligeira direita, e induzido em erro, entrei numa esquerda… com um posto rádio! Fiquei preso na berma por uns 4 minutos, até que os espectadores, aos quais agradeço imenso, nos ajudaram a retomar o percurso.
Terminou o pior dia de rali que alguma vez tinha vivido! - achava eu.
No dia seguinte, tudo era igual, chuva, lama, e desta vez nevoeiro. As duas primeiras especiais foram inacreditáveis. Era muito difícil manter-nos nas trajectórias e saber para onde apontar o carro. Os pilotos da frente estavam encostados ao longo de todo o troço e nós só pensávamos em chegar ao fim. Com alguma sensatez a organização cancelou as restantes especiais. Ainda assim ficamos atascados na ligação e fomos finalmente rebocados pela organização até ao asfalto.
Com o dia a terminar mais cedo, foi tempo de repensar em tudo o que se tinha passado, pois estávamos a perder imenso tempo para os mais rápidos, o que nunca é agradável. Na revisão do carro deparamo-nos com o acelerador electrónico descalibrado, que apesar de não ser o nosso principal problema, não nos deixava acelerar e utilizar o motor na sua total magnitude. Depois confrontamos o engenheiro com o nosso set-up e ele aconselhou-nos a dar uma volta drástica no mesmo, e lá amaciamos o carro por todo.
Quando chegamos ao último dia do nosso rali, finalmente o tempo ajudou, e com as alterações feitas no carro a nossa confiança começou a voltar. Conseguimos fazer as restantes três especiais sem problemas, num ritmo interessante, sem poder aspirar a subir na classificação sem problemas dos adversários. A diferença nos tempos era muita e o ritmo dos da frente era impressionante.
Terminamos o rali no oitavo lugar e como terceiros melhores estreantes. Não foi o que tínhamos imaginado, mas foi o possível tendo em conta tudo o que se passou. Neste momento sei onde falhei e porque fui batido, e isto é o principal para poder saber onde actuar para melhorar.
Sei que não tenho o melhor sistema de notas e não tenho o conhecimento necessário do carro e dos pisos de terra. Até somos tecnicamente bons, mas nos ralis… só isso não chega. Vamos precisar de crescer, fazer mais e melhor para estarmos ao nível que é exigido. Este trabalho é meu, piloto, e do José Janela, navegador, pois a nossa experiência e títulos em Portugal é importante, mas de pouco serve lá fora.
Como é óbvio, só se fossemos talentos fora do normal, poderíamos chegar, ver e vencer. Mas não somos. Somos uma equipa motivada e trabalhadora, que olha para os desafios de frente, e não se refugia atrás de ninguém e em campeonatos mais acessíveis. Sabemos de onde vimos e para onde queremos ir, e a nossa coragem e ousadia é o que mais nos distingue.
Obrigado a todos os que nos apoiam e partilham os nossos valores. Corremos por nós e por vós.
Até a Grécia, com um abraço!"

João Silva

Isuzu D Max retida em Israel impede participação de piloto luso-angolano no Abu Dhabi Desert Challenge

O piloto luso-angolano Rómulo Branco ficou impedido de participar no Abu Dhabi Desert Challenge, competição da Taça do Mundo de Todo-o-Terreno, em virtude da sua Isuzu D Max não ter chegado aos Emiratos Árabes Unidos. O piloto que seria navegado por João Serôdio, foi um dos sete concorrentes que, apesar dos esforços internacionais das embaixadas de Itália e dos Emiratos Árabes Unidos, bem como das respectivas federações e organização do Abu dhabi Desert Chalenge, se viram impedidos de participar nesta prova, devido ao bloqueio que o transporte destas viaturas teve na entrada da fronteira de Israel.
Com apenas 12 dias a separar a Baja Itália do Abu Dhabi Desert Challenge, as únicas soluções para os carros chegarem aos Emiratos Árabes a tempo da corrida seria o transporte aéreo ou o usado pela equipa, um transporte combinado entre transporte terrestre e marítimo, saindo de Itália, para a Grécia seguindo de barco para Israel e continuando por estrada para os Emiratos, via Jordânia e Arábia Saudita. Outras equipas com mais viaturas disponíveis, como foi o caso do Team Schlesser e da X-Raid, utilizaram máquinas diferentes para cada prova.
“A companhia que está a fazer o transporte, obteve todas as permissões e todos os documentos necessários para a viagem em tempo útil, tudo foi validado antes de saírem de Itália, o que levou a nossa equipa, a Tecnosport Itália, a Ralliart Itália e a Off Road Sport Rally, a contratar este serviço”, explica o piloto luso-angolano Rómulo Branco que acrescenta: “Depois da saída do barco e ao entrarem em solo israelita, teve inicio uma sucessão de problemas levantados pelos serviços alfandegários deste país que foram impossíveis de resolver e que impediram os carros de chegar ao seu destino final. O receio de que fosse transportado algum equipamento perigoso para o estado de Israel, fez com que as autoridades desse país levantassem o primeiro dos problemas, sendo este seguido dos mais diversos entraves à travessia daquele país pelos camiões que realizavam o transporte. Nem mesmo o apoio das várias embaixadas possibilitaram a resolução dos problemas levantados”.
“Apenas quando chegámos a Abu Dhabi fomos informados de que havia problemas com o transporte dos carros, pois até então a informação que tínhamos recebido era que tudo estava de acordo com o plano. É com enorme tristeza que encaro esta situação, que nos ultrapassa completamente. Participar no Abu Dhabi Desert Challenge era uma peça importante para o nosso projecto de lutar pelo título mundial.” Refere ainda Rómulo Branco.
Para se entender as dificuldades logísticas destas provas da Taça do Mundo, de referir ainda que um piloto romeno da Mitsubishi, que optou por transportar o seu carro de avião entre Itália e os EAU, ficou também de fora da prova, já que a companhia aérea francesa que o transportava, lhe “perdeu” a máquina pelo caminho. Com o regresso das viaturas retidas à Europa, Rómulo Branco e a sua equipa estudam agora a forma de participar no Sealine Rally que, de 15 a 21 de Abril, se disputa no Qatar.